Toyota Bandeirante, um bravo clássico

Primeiro automóvel produzido pela fábrica fora do Japão, o Toyota Bandeirante tem uma linha relação com o Brasil

Considerado um clássico, o Toyota Bandeirante tem uma grande ligação com o Brasil. Mas como assim? Para entender melhor, vamos fazer uma analogia. Para que livros e músicas se tornem clássicos, muitas vezes o tempo é necessário para essa transformação.

Com os carros não é diferente. Certamente, esse é o caso do Toyota Bandeirante, primeiro automóvel produzido pela fábrica fora do Japão – no caso, no Brasil.

Marco dos 4×4, esse automóvel já surgiu como um ícone desde o início de sua fabricação. Com o tempo, conquistou a admiração dos motoristas que adoram um jipe. Isso tanto no modelo com capota de lona quanto em suas diversas variações: capota de aço, perua com entre-eixo alongado, cabine dupla e cabine dupla com rodado traseiro duplo. Isso sem falar dos modelos com caçamba, que transformam o carro em uma picape.

Mas por que estamos relembrando essa brilhante relação desse carro com o Brasil? Simples! Responsável pela produção do Toyota Bandeirante entre 1962 e 28 de novembro de 2001, a fábrica da montadora em São Bernardo do Campo será fechada gradualmente durante este ano.

O complexo, que fabricou pouco mais de 104 mil unidades do Toyota Bandeirante ao longo deste período, produz atualmente apenas peças de reposição para os mercados brasileiro, argentino e americano.

Entretanto, a fabricante japonesa transferirá todas as operações para as instalações nas cidades de Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz, no interior do Estado. O plano foi divulgado em 2022, mas as movimentações começaram dois anos antes, em 2020.

Os passos do Toyota Bandeirante

Certamente, é impossível dissociar todos os modelos do Toyota Bandeirante daquelas imagens de terrenos acidentados. Nas cenas, os carros mostravam toda sua valentia para superar os obstáculos, seja apenas com pessoas na sua cabine ou também com a presença de cargas – a capacidade das versões picape podia chegar a até 1,1 tonelada na caçamba.

A imagem do carro “pau para toda obra” não é gratuita. O utilitário é descendente do Toyota BJ japonês. A partir de 1951, ele transportou as tropas norte-americanas durante a Guerra da Coreia. Na época, era necessário um veículo militar similar ao Jeep, mas sem restrições de peso e porte. Com isso, o BJ foi desenvolvido em tempo recorde.

O conflito terminou em 1953, mas a produção seguiu em frente. Era o Land Cruiser, que começou a ser exportado para todo o mundo, incluindo o Brasil. As primeiras unidades desembarcaram no País dois anos depois, em 1955. Elas eram importadas e montadas pela Sociedade Comercial Arpagral Ltda.

Como a demanda cresceu, era fundamental que a Toyota estabelecesse uma filial brasileira. Isso aconteceu em 1958, em um galpão localizado no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A fábrica em São Bernardo do Campo foi inaugurada quatro anos depois, em 1962, junto com a mudança de nome: o Land Cruiser FJ-251 virou o agora consagrado Toyota Bandeirante.

Curiosamente, a cabine do jipe só passou a ser construída efetivamente na unidade em 1968. Até então, ela era fornecida pela Brasinca.

Um clássico

Esteticamente, o Toyota Bandeirante passou por pouquíssimas mudanças estéticas e atualizações, embora tenha aumentado, por exemplo, o número de marchas no câmbio (de quatro para cinco) e passado a adotar na década de 1990 o sistema hidráulico para a direção, até então mecânica.

A falta de inovações muito drásticas fez com que o modelo, não importasse a variação, se tornasse um clássico nos 43 anos em que foi montado e, depois, totalmente produzido, pela Toyota no Brasil.

No entanto, essa mesma condição também provocou seu declínio, em consonância com a abertura econômica do mercado, que fomentou a vinda de outros automóveis mais modernos de características 4×4.

Com isso, o Toyota Bandeirante parou de ser fabricado. Entretanto, ele sobrevive no coração de todos os amantes de automóveis. Justamente porque se tornar um clássico não é para qualquer um. Ainda mais um bravo clássico.

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