Item comum a qualquer automóvel de quatro rodas, o cinto de segurança é fundamental para proteger os passageiros e diminuir as consequências de possíveis acidentes.

Em situações de colisão, o cinto impede que seu corpo se choque contra o volante, painel e pára-brisas, ou até mesmo que você seja lançado para fora do carro. 

Ainda que seu uso seja essencial para todos os passageiros, muitas pessoas ainda o negligenciam. Disponibilizamos a seguir mais dados e informações a respeito da importância do cinto de segurança. Confira!  

Como o cinto de segurança foi desenvolvido? 

O cinto de segurança como conhecemos hoje foi desenvolvido por um engenheiro aeronáutico sueco chamado Nils Bohlin e patenteado em 1959. O modelo desenhado por ele não foi o primeiro, mas foi o mais eficiente. 

Alguns anos antes, em 1951, Hugh DeHaven e Roger W Griswold tentaram patentear o chamado “CIR-Griswold”, um cinto de segurança que possuía três pontos de fixação, segurando a cintura e o peito do passageiro. Apesar de eficaz, o sistema requeria demasiado esforço para ser colocado. 

Cinto de segurança: essa atitude salva vidas!
Cinto de segurança: essa atitude salva vidas!

Bohlin enxergou esse ponto fraco e trabalhou em cima disso, lançando um modelo também com três pontos de fixação, mas mais fácil de ser colocado.

Combinando eficiência e comodidade, o engenheiro acertou na fórmula, que posteriormente foi liberada para ser livremente implementada por qualquer fabricante. Esse capítulo mudou de vez a história dos automóveis.

Atualmente, ele é um item obrigatório em praticamente todos os veículos motorizados, com exceção das motocicletas. Começou a ser usado um pouco antes do lançamento da patente de Bohlin, em 1949, em um veículo fabricado pela montadora Nash.

Categoria leilão de carros

Como na época ainda se atribuía pouca importância ao dispositivo, o cinto era opcional no modelo. 

Paralelamente ao desenvolvimento de um cinto de segurança prático e eficiente, foram feitos diversos estudos na área de neurociência na década de 1950.

Tais pesquisas serviram para identificar que a maior parte dos traumas na cabeça causados por acidentes automobilísticos aconteciam porque os passageiros ficavam soltos no veículo, mais vulneráveis a impactos. 

Isso contribuiu com o aumento da percepção da importância dos cintos de segurança.

Nessa mesma época, fabricantes como Chevrolet e Ford passaram a disponibilizar cintos em seus automóveis, mas ainda eram opcionais. O primeiro veículo a ser lançado com este acessório de segurança de série foi o Saab GT750, em 1958.

Dez anos depois, o Brasil foi o primeiro país do mundo a obrigar os fabricantes a instalar cintos de segurança em seus veículos. 

Por que o cinto de segurança é tão importante? 

Um dispositivo com baixo custo de produção, simples de ser usado e com potencial para salvar vidas em casos de acidente: como não valorizar um equipamento como o cinto de segurança? 

Segundo informações divulgadas pelo Instituto de Segurança no Trânsito (IST), o risco de morte em casos de colisões reduz em cerca de 50% quando o cinto de segurança é usado. Uma das principais causas de óbito em decorrência de acidentes é o traumatismo craniano, cujos riscos diminuem em até 40% com o uso do cinto. 

Cinto de segurança: diminuem em 40%  chance de óbitos em acidentes automotivos

Se for arremessada para fora do carro devido à ausência do cinto, a chance de uma pessoa sobreviver é dividida por 5, já que fica exposta a outros riscos (como atropelamento, por exemplo). 

Imagine um condutor de 70 kg dirigindo um carro a 50 km/h (uma velocidade baixa se considerarmos a velocidade média usada em rodovias).

No caso de uma batida, a pessoa sofrerá uma força de 2.450 kg, não sendo capaz de se segurar sozinha para evitar qualquer impacto. Esse fenômeno seria equivalente a uma queda de 10 metros de altura.

Levando esse tipo de risco em consideração, se fez necessária a inclusão da obrigatoriedade do cinto de segurança no Código de Trânsito Brasileiro. Confira a seguir o que a lei diz a respeito. 

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O que a lei diz sobre o uso de cinto? 

Acidentes nem sempre são evitáveis, pois há uma série de fatores envolvidos, mas o uso do cinto de segurança pode fazer uma grande diferença quanto às suas consequências.

Esse fato por si só já deveria ser o suficiente para incentivar o seu uso, mas ainda hoje o cinto de segurança é muitas vezes deixado de lado. 

Tendo isso em vista, a legislação brasileira determina que todos os ocupantes de veículos motorizados usem o cinto de segurança.

Há apenas duas exceções: motocicletas e transportes coletivos (nos quais há permissão para que os passageiros fiquem de pé durante o trajeto). 

Cinto de segurança de três pinos é liberado no Brasil

O cinto de segurança passou a ser obrigatório nas rodovias em 1989. Com a implementação do atual Código de Trânsito Brasileiro em 1998, o dispositivo passou a ser obrigatório também em vias públicas e por todos os ocupantes do veículo. 

Confira o que diz o art. 65 da Lei 9.503 de setembro de 1997 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): 

Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.

O tema volta a ser tratado mais adiante, no art. 105, inciso I:

Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

       I – Cinto de segurança, conforme regulamentação específica do CONTRAN, com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé;

A penalidade prevista para quem se recusa a usar o cinto consta no art. 167: 

Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança, conforme previsto no art. 65:

       Infração – grave;

       Penalidade – multa;

       Medida administrativa – retenção do veículo até colocação do cinto pelo infrator.

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Ao ser autuado pela falta do cinto de segurança, o condutor terá 5 pontos somados na habilitação e terá que pagar a multa de R$ 195,23.

O valor é o mesmo ainda que outros ocupantes do veículo estejam sem cinto. Vale lembrar que cabe ao motorista exigir o uso do cinto dos demais passageiros, já que caso isso não ocorra ele será responsabilizado e precisará arcar com as penalidades. 

O uso inadequado do cinto de segurança também está previsto em lei, e cabe penalidade segundo o art. 01 da Resolução 278 do Contran:

Art. 1º – Fica proibida a utilização de dispositivos no cinto de segurança que travem, afrouxem ou modifiquem o seu funcionamento normal.

Não há, portanto, qualquer justificativa para não fazer uso do cinto de segurança. Ainda que observada alguma irregularidade no item, uma manutenção deve ser feita, de forma a garantir a segurança do motorista e seus passageiros. 

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