Gestão de manutenção em tempos de crise. Gerente analisando a situação da sua frota

Gestão de manutenção em tempos de crise: entenda como o mercado está sendo afetado pela crise das montadoras

Gestão de manutenção de frotas hoje em dia não é uma tarefa fácil, existem uma série de custos que precisam ser analisados para garantir bons resultados.

Com a crise sanitária que assolou o mundo no último ano, o cenário mudou e isso rebateu em diversos setores, inclusive no de transporte e frotas.

Por conta da escassez de componentes, o aumento dos custos do aço, somado a grande quantidade de pedidos que as montadoras acabaram recebendo, impede que elas tenham os recursos necessários, como os semicondutores, para atender toda a demanda.

Isso afetou diretamente as empresas em relação a sua produção anual, pois sem os insumos necessários, há uma diminuição brusca na produção.

Como uma maneira de fugir da crise, as montadoras optam por reduzir jornada, realocar funcionários ou ainda dar férias antes do previsto.

Mecânico executando manutenção preventiva no motor de um carro de frota

A falta de insumos é um fenômeno global. Segundo um estudo que foi feito pela consultoria BCG, apresentado pela Anfavea, 3,6 milhões de veículos deixaram de ser produzidos no mundo no primeiro semestre de 2021.

Isso pode piorar até o final do ano. A BCG estima que até 7 milhões de veículos podem deixar de ser produzidos em 2021 e a melhora só deve vir no segundo semestre do ano seguinte.

Por isso, hoje trouxemos um conteúdo baseado em uma conversa com a Sofit, especialista em frotas, que explica de maneira direta como a gestão de manutenção pode auxiliar na redução de custos e, principalmente, a enfrentar esse mercado sem disponibilidade de equipamentos.

Acompanhe o conteúdo para saber mais!

Como a escassez de material atinge as grandes frotas?

Esse primeiro estágio é um pouco óbvio, tendo em vista que, à medida que as montadoras não conseguem produzir os veículos, a primeira coisa que acontece é que as empresas ficam impossibilitadas de garantir novos carros.

Ou seja, elas estão sendo obrigadas a investir mais em manutenção, o que gera um aumento na idade média dos veículos, afetando quem trabalha com frota própria e frota locada.

Existem segmentos em que as empresas se programam para trocar a sua frota regularmente, principalmente, por conta da rotina de uso diária. Organizações com grandes frotas e locadoras são as mais afetadas por conta dessa escassez de material.

A falta de matéria-prima causa impactos negativos nas empresas que mantêm frotas próprias ou alugadas. Abaixo, trouxemos alguns pontos que podem ser levados em conta em relação a esse impacto:

  • Custos elevados: com os preços dos veículos em disparada, os gerentes ficam cada vez mais preocupados em relação aos valores para troca de frota;
  • Estoque baixo: os proprietários de frotas não podem mais depender de concessionárias para ter estoque excedente;
  • Escassez geral de matéria prima nas montadoras: os problemas vão além dos semicondutores e aço. Materiais para ajustes como aço e madeira compensada, também tem baixa oferta e alta demanda;
  • Mais manutenções: como os veículos precisam ser segurados por mais tempo, é preciso manter-se atualizado enquanto a manutenção preventiva e corretiva.

Diante disso, entra uma outra pergunta: o que as locadoras têm feito diante desse cenário? Enfim, uma das medidas que elas têm tomado para contornar esse ponto é a prorrogação dos contratos de locação.

Mecânico fazendo manutenção preventiva de veículos durante a crise nas montadoras

Nesse caso, as empresas que são mais afetadas por conta desse cenário devem ser maleáveis em relação ao prazo de renovação, por exemplo, para se adaptar a essa situação.

Locadoras estão acostumadas a receber os veículos a cada 12 meses e, nesse caso, costumam fazer a gestão de manutenção de acordo com esse prazo.

Já na frota própria, sem uma boa gestão de manutenção, os prejuízos vão aparecer e é nesse momento que entra a importância de manter um bom controle.

Cada modelo de frotas tem a sua maneira de lidar com a crise atual, mas não é de uma simples manutenção que os veículos precisam.

Essa manutenção é dividida em dois tipos: a preventiva e a corretiva.

Manutenção preventiva

A manutenção preventiva tem como principal objetivo a prevenção de uma falha ou quebra de equipamento. Além disso, ela diminui a velocidade do desgaste dos veículos. Ou seja, ela é uma intenção prevista, preparada e programada antes do surgimento de falhas. 

Ao planejar, programar e realizar a manutenção preventiva adequada no momento certo, as frotas e seus clientes podem se beneficiar de uma operação mais econômica, confiável e segura.

Motor sendo vistoriado por um mecânico especialista em manutenção preventiva e corretiva

Manutenção corretiva

Essa é uma manutenção necessária em duas situações: quando surge algum problema inesperado ou quando é detectado alguma falha que pode levar a um problema maior no futuro.

Este tipo de manutenção costuma ser o mais oneroso para a empresa, pois está atrelada a custos com mão de obra.

A manutenção corretiva também demanda reparos imediatos ou a substituição de peças para que o veículo volte a rodar sem problemas e com segurança para o motorista e a carga a ser transportada.

O que é preciso para reduzir os custos de frota e aumentar a disponibilidade?

Segundo Micael Duarte, Head de Inovação da Sofit, não basta apenas que as manutenções preventivas sejam feitas em dia. “Nem só de preventiva e revisão vive um carro, a gente precisa ter muito cuidado e muito controle em todo o restante da manutenção. A manutenção corretiva, os sinistros, pneus, recapagem, garantia de peças e serviços”, diz Micael.

“Imagina a seguinte situação, você acaba de fazer uma manutenção corretiva ou preventiva de um veículo trocando o amortecedor. Depois de três meses, esse amortecedor começa a dar problema. Isso parece fácil, mas imagina uma empresa com uma frota de 100 veículos, para lembrar qual foi o veículo que trocou o amortecedor, acaba ficando difícil. Se a empresa não tem uma gestão de manutenção correta, acaba se perdendo e tendo custos maiores”, complementa.

Nyckollas Felício, Líder Técnico da área comercial da Sofit, que está mais próximo dos gestores de frota que enfrentam esses desafios diz que “o foco principal em uma gestão de manutenção gira em torno da disponibilidade deste veículo e todos os custos envolvidos nesse processo. Se eu pudesse ter exemplos para desmembrar isso, pode ser citado uma análise prévia de eficiência que a gente vem tendo com os planos de manutenção.”

“Não basta ter gráficos bem elaborados para entender quais são as próximas manutenções a serem feitas, mas sim acompanhar a prévia dessa preventiva, gerando um alerta antes da quilometragem vencer. É interessante analisar o custo médio dos itens de acordo com históricos de serviços. A antecipação junto ao fornecedor para que ele providencie determinadas peças e o veículo da frota não fique tanto tempo na oficina”, complementa Nyckollas.

Vale ressaltar que esses pontos, mesmo sem a crise, precisam ser levados em conta, mas neste momento precisam de uma atenção um pouco maior. Com as montadoras não entregando os carros, as empresas precisam dar um jeito com as ferramentas atuais.

Colaboradores conferindo os veículos que serão levados para a manutenção preventiva

A manutenção corretiva precisa ser ajustada, pois o veículo passa mais tempo em uso e, por exemplo, o pneu pode desgastar mais do que o esperado. Esses pequenos detalhes são dados que podem ser usados para melhorar a manutenção tanto corretiva quanto preventiva.

Ou seja, ir além da gestão de manutenção para fazer um levantamento dos principais motivos das corretivas e sinistros, dando um passo para trás para entender o que tem a frente e melhorar.

A Sofit é uma empresa do ramo de gerenciamento de frotas que está muito próxima da gestão de manutenção, e para eles a melhor forma de fazer uma redução é uma reeducação.

Não basta apenas usar sistemas de gestão, quando a organização como um todo não está de acordo com as situações, principalmente do gestor de frota.

Esse papo completo sobre a Gestão de Frotas para reduzir os custos dentro da empresa, você confere neste podcast com os especialistas da Sofit. 

Entenda mais sobre o assunto

Como esse é um assunto complexo e que pegou a todos de surpresa por conta desta crise em relação à escassez de insumos, existem algumas dúvidas que ainda pairam no ar. Fizemos algumas perguntas específicas sobre o assunto para que fique mais claro:

O que esperar do futuro em relação a gestão de manutenção quando o mercado normalizar?

O crescimento da gestão de manutenção pode fazer com que o mercado tenha uma outra visão em relação a reutilização de recursos ao invés da compra direta?

Como a Sofit encara o futuro, tendo em vista que as empresas estão procurando cada vez mais formas de realizar a gestão de manutenção?

Quanto uma empresa pode economizar quando pensa na gestão de manutenção de maneira correta?

Para saber mais, ouça o Podcast da Sofit na íntegra!

O que significa sinistro recuperado no documento?
O que significa sinistro recuperado no documento?
Até quando posso andar com o IPVA vencido?
Até quando posso andar com o IPVA vencido?

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.