Em setembro de 2017, a filial do Superbid na Argentina firmou uma parceria com o Ministério do Transporte de la Nación que deve transformar o setor ferroviário do país.

O acordo objetiva leiloar sucata ferroviária – como vagões, locomotivas e trilhos – que está acumulada em diversos pontos da Argentina e, assim, movimentar a economia e liberar as peças em um processo transparente, democrático e acessível.

Em entrevista ao Télam, veículo de comunicação argentino, o Ministro do Transporte, Guillermo Dietrich, comentou a incorporação do sistema do Superbid no projeto:

“Muita gente que não teria acesso à compra desses bens agora terá, pois o sistema é totalmente público e qualquer pessoa pode acessar a licitação a qualquer momento em seu celular ou computador e ver os preços, ofertas e empresas que estão participando do leilão” — destacou Dietrich — “por outro lado, estamos começando a vender e gerar capital e resultados para investir em obras ferroviárias”.

No período em que a parceria foi anunciada, cerca de 65 mil toneladas de sucata foram registradas em oficinas, estaleiros ferroviários e armazéns da Argentina.

A iniciativa visa liberar quase 50 prédios e espaços que darão abertura para novas obras no país e melhorar a infraestrutura dos locais ocupados pela sucata. O Superbid atua na Argentina desde 2006.

 

Com o método de leilão convencional, a liberação dessa sucata poderia levar até 120 dias. Já com o leilão online do Superbid, o prazo cai para 40 dias, em média.

Além disso, os preços mais competitivos ampliam em 71% a arrecadação através da venda de sucatas: enquanto no leilão convencional, uma tonelada de sucata ferroviária gerava U$ 2.700, com o leilão online se espera arrecadar U$ 4.823.

Segundo o Ministério do Transporte de la Nación, com a agilidade e o acesso democrático às sucatas em leilão, espera-se a liberação de 10 ferrovias até 2019 e a arrecadação de 300 milhões de pesos, o que equivale a aproximadamente R$ 56 milhões.

Com a recuperação de prédios repletos de sucata, é prevista ainda uma recuperação de 20 milhões de pesos por ano — ou R$ 3,8 milhões.

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