Umas das primeiras coisas que vem em nossa mente quando nos envolvemos em um acidente de automóvel onde houve colisão, é em acionar o nosso seguro. Principalmente nos casos em que causamos danos em outras pessoas ou em seus veículos, informar o ocorrido para o seguro para terceiros é um passo crucial. 

Também conhecida como RCF-V (Responsabilidade Civil Facultativo de Veículos), a cobertura de danos a terceiros garante a indenização para acidentes que o segurado possa causar a outros motoristas ou pedestres.

Essa cobertura lhe dá o direito de acionar a seguradora para pagar o conserto dos veículos que sofreram algum prejuízo. Dessa maneira, você não precisa tirar o valor do próprio bolso. Essa cobertura também pode ser acionada se um indivíduo entrar com alguma ação judicial em decorrência de danos causados no trânsito.

No post de hoje vamos lhe ensinar mais sobre o seguro para terceiros e como acioná-lo sem gastar. Acompanhe!

Como funciona o seguro para terceiros?

Os danos que o RCF-V cobre são divididos em três:

Danos materiais

Indeniza danos materiais que possam ser causados a terceiros decorrente de acidentes de trânsito. Exemplo: uma colisão que amassou o para-choque.

Danos pessoais ou corporais

Indeniza lesões físicas a terceiros causadas pelo acidente, podendo estas ser tanto morte como invalidez, ou despesas médicas e hospitalares.

Danos morais

Indeniza processos judiciais ou extrajudiciais que o segurado é obrigado a pagar quando há danos morais e estéticos causados a terceiros no acidente.

Como contratar a cobertura para terceiros?

A contratação pode ser feita juntamente com o seguro auto. Isto é, além da cobertura contra colisão, incêndio, danos da natureza e roubo/furtos, a cobertura de danos para terceiros também está inclusa.

os seguros de automóveis podem cobrir casos de incêndio, por exemplo
os seguros de automóveis podem cobrir casos de incêndio, por exemplo

Outra opção seria contratar um seguro de responsabilidade civil que conta apenas com a cobertura para terceiros. Ou, você pode optar por contratar os serviços juntamente com um rastreador de veículos, já que diversas empresas de rastreamento oferecem cobertura adicional de seguro para terceiros.

Qual o valor que a seguradora cobre no caso de danos a terceiros?

A cobertura mínima costuma ser de R$ 50.000. Porém, você também pode optar por limites mais altos que lhe garantirão uma proteção muito maior. No caso de danos materiais leve em consideração o risco de engavetamentos, em que você poderá ser responsável pelo prejuízo de diversos carros. Também pense na possibilidade de uma colisão com carros importados.

Colidir em estabelecimentos ou bens como postes pode lhe sair bem caro, também. Já no caso de danos corporais, quando há lesões ou morte de terceiros no trânsito, a indenização pode ser bastante alta.

O seguro para terceiros tem franquia?

Não, o seguro para terceiros não cobra franquia. Normalmente, as seguradoras apenas cobram franquias de terceiros para veículos como viaturas de polícia, carros forte e ambulância. Para veículos normais, incluindo caminhões e motos, não há esse valor.

Isso quer dizer que, caso você precise acionar sua cobertura de terceiros, não terá nenhum gasto adicional. O que acontecerá, nesse caso, é que você perde uma classe de bônus na hora da renovação do contrato.

A franquia será obrigatória somente no caso de você optar por usar o seguro para consertar o dano do seu próprio carro. Ou seja, se você não deseja pagar a franquia ou caso o conserto do seu veículo não tenha atingido o valor necessário, você pode acionar a seguradora apenas para o terceiro.

Para poder acionar o seguro para terceiros você não precisa necessariamente acionar a cobertura para o seu próprio uso.

O que é franquia?

É o valor que a pessoa que contratou o seguro fica responsável por pagar em casos em que não acontece a indenização integral. Isto é: caso você bata seu carro e os reparos fiquem avaliados em R$ 5.000 e sua franquia é de R$ 1.500, você ficará responsável por pagar R$ 1.500 do conserto e a seguradora os R$ 3.500 restantes.

Esse item tem como finalidade garantir que o segurado dirija seu carro com cuidado e evite entrar em riscos desnecessários com a ideia de que o seguro cobre tudo. Também é uma forma de proteção para a apólice, a fim de garantir que o indivíduo não acione o seguro por danos pequenos.

Além do seguro para terceiros, a franquia também não é cobrada nos casos onde o carro deu perda total, na utilização de guincho, carro reserva e demais produtos oferecidos pelas seguradoras.

O seguro sempre cobrirá o dano causado a terceiros?

Sempre que o dano tiver sido causado pelo segurado o seguro irá cobri-lo. Para isso, a pessoa que contratou o seguro precisa assumir a culpa do ocorrido, já que em casos onde o mesmo se nega a usar a cobertura para terceiros alegando não ter sido o responsável, a seguradora não possui autonomia para arcar com a indenização ou obrigar o indivíduo a fazer isso.

para que a seguradora cubra os danos causados a terceiros, o segurado precisa assumir a responsabilidade pelo acidente
para que a seguradora cubra os danos causados a terceiros, o segurado precisa assumir a responsabilidade pelo acidente

Outro ponto importante é que a seguradora precisa concordar que a culpa foi do seu cliente. Caso o mesmo assuma a culpa, mas a análise da seguradora acusar que o responsável foi o outro motorista, ela poderá negar a cobertura.

Além disso, os danos serão cobertos apenas até o limite máximo da indenização contratada na cobertura de terceiros. Se o custo ultrapassar o limite contratado, o excedente ficará a cargo do motorista responsável pelo acidente.

Como acionar o seguro para terceiros sem gastar?

Após assumir a responsabilidade pelo acidente, será necessário entrar em contato com a seguradora e comunicar o ocorrido. Assim, o processo será iniciado para que o terceiro receba a sua indenização. Esse passo não tem custo algum, já que, como visto acima, não existe franquia para essa cobertura.

Cada seguradora conta com uma maneira de indenizar o terceiro. Por isso, é necessário verificar como a empresa contratada trabalha nesses casos.

Normalmente, para que o terceiro possa receber a indenização, o segurado precisa abrir um sinistro na seguradora. Para dar início a esse processo, ele deve apresentar seus documentos pessoais e do veículo, assim como o orçamento dos consertos da oficina. No caso de danos corporais, será solicitado o orçamento dos gastos hospitalares.

Ao ser constatado que ocorreu uma perda parcial do carro de terceiros, a seguradora paga o conserto diretamente para a oficina que irá realizar os reparos. Em alguns casos, a seguradora pode indicar oficiais e garantir a qualidade dos serviços. Porém, também é possível que o terceiro escolha a oficina onde quer que seu carro seja reparado.

Nos casos de perda total, a indenização é paga integralmente. Como não existe uma cláusula contratual determinando qual o valor que a seguradora deve usar para indenizar de maneira integral os danos a terceiros, a empresa pode propor pagar o valor do veículo de acordo com a Tabela FIPE.

Quando vale a pena usar o seguro para terceiros?

Como dito antes, você pode usar essa cobertura de terceiros sempre que for considerado responsável pelos danos causados a outras pessoas, independente do custo do conserto. Porém, vale lembrar que é preciso ter em mente o valor máximo do seu seguro. Nos casos menores, onde os valores são visivelmente razoáveis, nem sempre vale a pena acioná-lo.

Isso porque, sempre que você aciona o seguro para terceiros, você perde uma classe de bônus para renovar o seu seguro de automóvel. Resumindo, esse bônus ajuda a abaixar o preço do seguro e pode levar a um desconto de até 10%. Por isso, sempre que for usar a cobertura, compare o custo do conserto com o bônus que você irá perder.

é preciso comparar o valor do dano da colisão com o valor que será perdido de bônus para saber se vale a pena acionar o seguro para terceiros
é preciso comparar o valor do dano da colisão com o valor que será perdido de bônus para saber se vale a pena acionar o seguro para terceiros

Caso o custo do conserto seja relativamente alto, então vale a pena acionar o serviço. Porém, se o custo for baixo, talvez a perda do bônus não justifique o preço. Para que fique mais claro, imagine que você colidiu em um veículo e após fazer o orçamento na oficina descobriu que o conserto ficou em R$ 10.000.

Nesse caso, vale a pena usar a cobertura, mesmo perdendo o bônus. Afinal, o desconto que você ganharia na hora de renovar o contrato certamente não chegaria perto dos R$ 10.000.

Suponha agora que a colisão foi fraca e causou um dano de R$ 150. Nesse caso, não vale a pena poupar essa quantia e perder o bônus. Isso poderá causara um prejuízo ao invés de lhe ajudar.

O DPVAT e o seguro para terceiros são a mesma coisa?

O DPVAT, documento também conhecido como seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores Terrestres é um seguro obrigatório que é pago juntamente com a primeira parcela do IPVA. Sempre que a pessoa compra um novo veículo é preciso pagar esse seguro, que deve ser renovado anualmente.

Apesar de cobrir despesas no caso de morte e invalidez permanente de qualquer envolvido em acidentes de trânsito, a cobertura é de apenas R$13,5 mil nesses casos, e R$2,7 mil para custos das despesas médicas. Sendo assim, apesar de serem parecidos, o seguro para terceiros e o DPVAT não são a mesma coisa.

Quantas vezes o seguro para terceiros pode ser utilizado?

Não existe um limite de vezes para fazer o uso do seguro para terceiros. Porém, é preciso estar sempre atento ao limite de cobertura que você assinou. Por exemplo, se a cobertura contratada for de R$ 50.000, o valor estará disponível para cobrir apenas eventuais danos. Se o motorista se envolver em um acidente em que o reparo fique R$ 15.000, a seguradora cobre o valor.

Caso ele volte a se envolver em um acidente e dessa vez os danos forem de R$25.000, a seguradora ainda cobrirá o valor. Mas, se o segurado se envolver em um terceiro acidente e o valor dos danos ficar em R$ 12.000, por exemplo, a seguradora não cobrirá esses gastos.

fique atento para não utilizar o seguro com causas pequenas e desnecessárias
fique atento para não utilizar o seguro com causas pequenas e desnecessárias

O limite do seguro é um total dos danos causados pelo segurado até o vencimento. Como a seguradora já havia pago R$ 40.000, o saldo disponível eram de apenas R$ 10.000. Além disso, o bônus de renovação do seguro será perdido todas as vezes em que o seguro for acionado. Sendo assim, mesmo que o seguro para terceiros possa ser usado mais de uma vez, os valores são acumulativos.

Qual o valor do seguro para terceiros?

Existem seguros apenas para terceiros, em que o seguro do seu veículo não está incluso. Ele costuma ser mais barato e de maior facilidade na hora da contratação. Afinal, ele não exige que uma vistoria seja realizada e não possui perfil de risco como o seguro de automóvel tradicional.

Além disso, também oferece serviços de assistência 24h como chaveiro, guincho, auto socorro para pane mecânica, pane seca e pane elétrica, além de auxílio para troca de pneus.

Os preços variam conforme as empresas e o limite de cobertura escolhido. Geralmente, esse valor fica entre R$ 500 e R$ 900. Essa quantia é considerada relativamente barata quando comparada ao valor dos danos que são cobertos pela seguradora nos casos de acidentes mais graves ou que envolvam carros importados.

Agora que você viu como acionar o seguro para terceiros sem gastar e aprendeu mais sobre esse tipo de seguro, ficou fácil decidir se vale ou não a pena contratar o serviço para o seu veículo. É importante ressaltar que a maior parte dos motoristas se envolvem em acidentes de trânsito pelo menos uma vez. Por isso, é interessante ter uma garantia de que você não arcará com danos maiores.

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