gestão de resíduos perigosos

Tudo sobre a gestão de resíduos perigosos

Uma das principais questões enfrentadas pelo Brasil no âmbito industrial está diretamente ligada à gestão de resíduos perigosos, o que aumenta os riscos ambientais e prejudica a natureza como um todo. Esses resíduos normalmente incluem líquidos corrosivos e itens com riscos de contaminação como os lixos hospitalares. Mas você sabe como fazer a gestão correta de cada um deles?

A classificação dos resíduos e suas diretrizes têm como base a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos – e também a norma da ABNT NBR 10.004 que exigem que determinados resíduos sejam tratados de forma diferentes, especialmente em seu descarte.

Afinal, os materiais dessa classe são contaminados ou compostos por substâncias que colocam a saúde pública e meio ambiente em risco, especialmente de contaminação do solo e da água.

veja a seguir como fazer a gestão de resíduos perigosos
veja a seguir como fazer a gestão de resíduos perigosos

Para evitar que isso aconteça, criou-se então a gestão de resíduos perigosos. Confira a seguir tudo sobre esse assunto!

O que são resíduos perigosos?

Os resíduos perigosos são objetos que normalmente apresentam riscos de contaminação e danos à saúde de terceiros, e são divididos em 5 categorias diferentes:

  • corrosividade: são resíduos altamente ácidos que podem corroer até mesmo organismos vivos, como chumbos e pilhas;
  • inflamabilidade: são resíduos com alto poder de combustão, que podem provocar incêndios e explosões, como tintas e solventes;
  • reatividade: são resíduos com capacidade de reação rápida e forte com outros elementos, gerando energia e calor, como carvão usado em efluentes;
  • toxicidade: são resíduos altamente tóxicos que poderiam provocar danos em organismos vivos como lâmpadas com mercúrio e óleos lubrificantes;
  • patogenicidade: são resíduos com traços biológicos em sua composição que muitas vezes podem resultar em surtos de doenças e contaminação, como materiais hospitalares – agulhas, seringas, luvas, algodões usados.

Além dessas categorias, esses resíduos também são divididos em classes: classe I, classe II não inertes e classe II inertes, de acordo com suas origens e potenciais riscos.

Um dos grandes problemas da gestão de resíduos perigosos é a falta  de coleta seletiva em algumas regiões, além da grande produção de lixo e a falta de informação.

Como fazer a gestão de resíduos perigosos?

Hoje, a forma mais assertiva para fazer essa gestão é por meio da logística reversa, onde a lei se aplica para distribuidores, importadores, fabricantes e comerciantes, e visa reunir ações, procedimentos e meios destinados a realizar a coleta dos resíduos sólidos, reaproveitando no seu ciclo ou em ciclos produtivos diferentes, ou então dando outra destinação final ambientalmente segura e adequada.

é importante separar os resíduos perigosos dos lixos comuns e fazer o descarte de acordo com cada categoria
é importante separar os resíduos perigosos dos lixos comuns e fazer o descarte de acordo com cada categoria

Ou seja, são as medidas tomadas para fazer o descarte correto de todos os resíduos perigosos que poderiam colocar a população e o meio ambiente em risco. Os resíduos de hospital, por exemplo, são um dos mais perigosos e precisam que o descarte sejam feito de forma correta.

Quais as medidas mais eficientes para fazer o descarte de resíduos perigosos de forma correta?

Para fazer a gestão de resíduos perigosos e descartar os itens adequadamente, é indicado que a empresa aplique as quatro práticas padrão para cada item, que são:

Coleta e classificação dos resíduos

O primeiro passo é coletar e classificar cada um dos resíduos de acordo com a norma técnica e a PGRS. Nesse processo, você deverá analisar a origem, potenciais riscos de cada material e as suas características.

Segregação

Em seguida, é hora de implementar coleta seletiva, armazenamento temporário, arcondimanetmno ou tratamento e destinação final, de acordo com as características de cada resíduo.

Leia também: Como funciona o tratamento dos resíduos no Brasil?

Essa etapa evita que outros materiais possam ser contaminados, como por exemplo os gases tóxicos, que podem alterar a qualidade do ambiente ao se misturar com outros tipos de resíduos.

Transporte

Para fazer o transporte de resíduos perigosos, é necessário ser licenciado e especializado nessa atividade, e normalmente existem empresas que atuam nesse ramo de forma responsável para transportar os resíduos de forma segura.

é importante fazer o transporte correto para que os resíduos perigosos não acabem junto com os lixos convencionais
é importante fazer o transporte correto para que os resíduos perigosos não acabem junto com os lixos convencionais

Essa etapa é muito importante, já que é a responsável pelo processo de operação e precisa ter o conhecimento necessário para evitar possíveis problemas com os resíduos durante o transporte, a fim de evitar quaisquer problemas e riscos à saúde pública.

Destinação final

Por fim, depois do transporte, o resíduo será levado até seu destino final, que variam de acordo com a classificação e segregação do mesmo, baseado em suas características. Os materiais eletroeletrônicos, por exemplo, ficam armazenados temporariamente para serem levados pela logística reversa, a fim de reutilizá-los ou fazer o descarte adequado.

Enquanto isso, óleos e graxas são levados para incineração em empresas especializadas, a fim de evitar combustão.

Convenção de Basileia e seu papel na gestão de resíduos perigosos

A Convenção de Basileia nada mais é do que um tratado internacional e ambiental, que visa regular a travessia de fronteiras de resíduos perigosos, assim como seu depósito e destino final. O tratado foi firmado em 1989 entre o Brasil e mais 100 países, que visavam evitar o tráfico internacional ilegal de certos resíduos, a fim de promover o destino final correto e manuseio adequado de resíduos perigosos.

Com o tratado, para que os resíduos perigosos sejam exportados e importados, os dois países devem estar de acordo e em consentimento, visando a destinação correta do resíduo no país para onde ele está sendo enviado.

Isso porque, em casos de tráfico e contrabandos, muitos países sequer ficavam sabendo que estavam recebendo resíduos perigosos em seu território, ou então, não tinham condições de fazer a gestão, armazenamento e tratamento adequado daquele resíduo, o que resultava em uma contaminação do solo, água e especialmente da população local.

Qual o papel do consumidor na gestão de resíduos perigosos?

Embora as empresas sejam responsáveis pelo descarte correto dos resíduos perigosos, dependendo do tipo de resíduo, o consumidor também deve estar atento ao descarte responsável para evitar danos à saúde e ao meio ambiente.

é importante que o consumidor faça o descarte correto de produtos como pilhas e lâmpadas
é importante que o consumidor faça o descarte correto de produtos como pilhas e lâmpadas

Um grande exemplo disso são as lâmpadas fluorescentes, que liberam mercúrio, metal pesado extremamente tóxico, assim como pilhas, restos de medicamentos, baterias e tintas, que devem ser descartados em locais especializados.

Leia também: O que diz a lei sobre resíduos sólidos?

Isso porque, fazer o descarte em lixo comum poderia contaminar todos os outros resíduos de lixos caseiros, e como consequência, gerar uma contaminação no solo do aterro sanitário e em casos mais graves, combinar os profissionais que trabalham com a coleta e limpeza urbana.

Agora que você viu o que é gestão de resíduos perigosos e como fazer uma, atente-se ao descarte desses resíduos, especialmente se você atuar em empresas que utilizam esses materiais em seu dia a dia. Além disso, também é essencial ficar atento ao descarte de resíduos perigosos caseiros, já que nem sempre a empresa é a única responsável por fazer um descarte consciente.

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