Existem vários cenários que contribuem para a desativação de fábricas, especialmente, considerando a atual pandemia e a recessão econômica.

Também há aqueles que, felizmente, conseguem partir para um negócio maior e, dessa forma, deixar para trás o espaço físico que ocupavam.

Algumas situações como manutenções preventivas ou emergenciais também podem exigir a desativação, mas são processos bem específicos.

Seja qualquer um dos casos, a desativação de fábricas é um processo complexo que envolverá análises de diversos aspectos do seu negócio. A logística, venda ou doação do maquinário, demissão de funcionários, entre outros. Questões envolvendo o desarme dos ativos e sua vida útil também deverão ser considerados antes de encerrar as atividades naquele local. 

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O que configura uma fábrica desativada?

Existem vários cenários que podem configurar a desativação de uma fábrica, seja para manutenções programadas ou para a sua venda completa, no caso de fechamento ou falência do negócio. 

Manutenção programada

Quando alguma indústria está precisando realizar reparos no maquinário, substituir peças ou, até mesmo, adicionar um novo arsenal de máquinas, é comum a desativação temporária da fábrica. Nesse movimento, geralmente, membros da equipe são dispensados temporariamente, enquanto os ajustes são feitos. 

manutenção programada de fábricas
A manutenção programada de uma fábrica tem por finalidade tentar reduzir ou evitar falhas/quedas no desempenho dos atuais processos empregados, considerando o plano de ação elaborado previamente pelos gestores daquela companhia e, inicialmente, vistos pela manutenção preventiva.

Assim, aquela fábrica ficará sujeita a passar algum tempo desativada, dependendo do tamanho de sua renovação. Nesse caso, também será necessário entender como a parada vai desacelerar o processo de fabricação dos seus produtos, a produtividade, entre outros detalhes.

Alguns tipos de manutenções programadas que podem ser feitas na sua fábrica:

  • Manutenção planejada corretiva: este tipo de manutenção programada, geralmente, está relacionada a problemas operacionais que precisam de reparos. Ela é frequentemente relacionada a medidas de segurança, que procuram evitar problemas internos.
  • Manutenção preventiva: essa manutenção é responsável por realizar a antecipação de casos problemáticos que comumente se relacionam a prejuízos ou a atrasos nos projetos e processos do seu negócio.
  • Manutenção preditiva: uma vez que seja feita a avaliação da situação dos equipamentos do seu maquinário, como a pressão, vibração ou temperatura, são debatidas questões se aquele aparato tem condições de seguir em atividade dentro de uma fábrica.
  • Manutenção não-planejada corretiva: uma vez que acontece a falha de algum serviço não previsto, é importante parar tudo aquilo que está sendo feito em uma fábrica para ver a viabilidade e como fazer os reparos necessários para que os processos voltem ao seu funcionamento correto.

Venda total do estabelecimento 

Agora, vamos tratar do cenário mais triste e — infelizmente — comum aqui: a desativação de fábrica por falência e, consequentemente, abandono ou venda do local.

Ao se tratar do fechamento total de um processo produtivo, teremos que envolver diversos estudos e análises. Primeiro, e mais importante, sobre a rentabilidade daquele negócio. Sabemos que, em tempos de recessão financeira, muitos negócios não andam conforme o esperado. 

desativação de fábricas: empresa fechada
Aqui jaz uma empresa: considerando a recessão econômica, muitos empresários acham melhor dar um passo para trás e encerrar as atividades. Com isso, muitos profissionais são demitidos e existe todo um maquinário, local e burocracias a serem resolvidas. Por isso, antes de tomar a sua decisão, tome bastante cuidado. Caso contrário, “voltar atrás” indicará perda de muito tempo e dinheiro.

Mas, antes de encerrar suas atividades, tenha em mente que, se o fechamento do seu negócio, de fato, terá que ocorrer, voltar atrás trará muitos desgastes à você e, principalmente, à imagem do seu negócio. 

Por isso, antes de “retirar a tomada”, considere: se as reclamações dos clientes estão constantes, como está o caixa da sua empresa, compare a atual produtividade com outros ciclos para averiguar se há a comprovação de quedas na produtividade, a rotatividade dos funcionários e, por último, quão satisfeito você está com o seu negócio.

Geralmente, são feitas consultas com outros gestores, diretores e presidentes, além de executivos e conselhos, para saber se aquela é a única solução. Pois, sempre está dentro do plano estratégico de companhias em relação aos seus produtos, mudanças tecnológicas e o atual momento econômico da empresa. Assim, não se trata de uma decisão feita súbita e repentinamente, sem tecer também todas as suas implicações.

Só assim você poderá fechar a sua empresa “em paz” e se preocupar com o próximo passo: a desativação da sua fábrica.

Desativação de fábricas: compra e venda de um (ex) negócio

Seja do lado de fora, ou do lado de dentro, de uma compra ou venda, é essencial compreender o modelo de vendas e prazos do espaço de uma fábrica. Uma vez que isso esteja totalmente nítido, você deve conferir e mapear tudo que cercará esta aquisição ou entrega — considerando os dois lados da moeda. 

spfw fábrica desativada
Em 2018, um galpão industrial desativado na Vila Leopoldina, zona oeste da Capital paulista, foi o endereço da São Paulo Fashion Week, um dos maiores eventos de moda da América Latina. O espaço também abrigou a edição de 2019 e, antes da pandemia, também abrigaria a edição de 2020.

Questões como desarmes, transporte, reconstrução e remodelação daquele espaço são comumente adicionados na pilha do “o que fazer a seguir?” se tratando dessa questão. Isso deve fazer parte de um projeto e de uma compreensão clara do que será feito com o ativo adquirido.

Já considerando os aspectos de legalidade, a venda ou compra de uma fábrica ocorrem mediante a um contrato, ou um edital disponibilizados, que deixam explícitas as regras do jogo que será jogado. 

Desativação de Fábricas: etapas para desconstruir uma indústria 

O martelo foi batido e, o seu negócio, infelizmente, será fechado. No entanto, não é da noite para o dia que ele irá acontecer, especialmente se você possuir uma fábrica no seu domínio. Após uma extensa lista de agradecimentos e demissões, chegou a hora de desativar o seu celeiro industrial. 

Primeiro passo: a desmobilização

O primeiro passo será criar o plano de desmobilização, que é o processo de desativação de um determinado empreendimento ou parte dele. Isso envolve, principalmente, a remoção ou a troca de uma linha de produção específica.  

desativação de fábricas
Fábrica é demolida após todo o seu inventário ser retirado do espaço. Esse é o último passo após o processo de desativação. É mais frequente que isso seja realizado quando já está em vista a compra daquele espaço que será deixado pelo ex-proprietário do negócio.

Nos grandes centros urbanos, esse movimento tem se tornando cada vez mais frequente, pois áreas que, anteriormente, tinham vocação industrial, agora são ocupados por condomínios, residências, comércios, entre outros. Parte desse desenvolvimento envolve as questões urbanas e o planejamento das cidades, impossibilitando que empreendimentos que possam trazer impactos à população local sejam construídos. 

Segundo passo: baixa contábil 

Uma vez que a desmobilização já esteja em prática, chegou a hora de entrar na parte que envolve a papelada e toda a burocracia necessária para dar adeus à sua empresa. Considerando que o setor trabalhista consegue ser uma instituição um pouco lenta no nosso país, esse processo demora um pouco mais. 

martelo de juiz e carteira de trabalho: leis trabalhistas
As leis trabalhistas têm por intenção proteger os trabalhadores ou colaboradores que fazem parte de uma comunidade integrada. Durante a desativação de fábricas, em praticamente todos os casos, em caso de encerramento do negócio, a demissão de todo o grupo de colaboradores acontecerá. Sendo assim, todos eles precisam ser pagos e terem os seus direitos cumpridos conforme legislação.

Até porque não existe a menor possibilidade de fechar uma empresa sem fechar o contrato de trabalho dos funcionários, especialmente em uma fábrica, onde há muita mão de obra em serviço. Todos os direitos previstos pela Lei Trabalhista devem ser cumpridos, como a efetuação do pagamento do saldo dos salários, multa dos 40% sobre o valor do Fundo de Garantia, décimo terceiro, férias vencidas, proporcionais, e o valor da emissão de guia para a entrada do seguro-desemprego dos colaboradores. 

Uma vez que todo esse processo esteja devidamente finalizada, o empresário deverá utilizar o serviço de Coleta Online, da Receita Federal, para dar encerramento da empresa. O portal é responsável por gerar a solicitação do cancelamento do CNPJ do empresário e o Documento Básico de Entrada (DBE). 

A baixa do CNPJ da empresa inativa também poderá ser feita com o auxílio da Junta Comercial do seu estado, assim que for elaborado o registro a extinção da empresa, uma vez que o órgão específico esteja conveniado à Receita Federal.

Terceiro passo: venda ou doação de estruturas

Desative a sua empresa: livre-se do maquinário. Essa hora compreende o processo mais trabalhoso, pois, envolvem todos os ativos referentes à sua instalação. Em primeiro lugar, é importante traçar um plano de ação para saber como você lidará com os entulhos e o maquinário completo da sua companhia. 

sucata
Em alguns casos, itens danificados não poderão ser vendidos. Aí entra o papel das sucatarias, que abrigarão todas as peças para serem utilizadas em outras operações ou revendidos, uma vez que as suas peças funcionais ainda estejam sob funcionamento.

Primeiramente, faça um inventário. Assim, você saberá quais máquinas, equipamentos, periféricas e sucatas poderão ser doadas ou leiloadas. Em seguida, estipule as regras para o escopo da desativação da fábrica, considerando políticas de vendas, prazos, logística e afins.

Aliás, considerando a movimentação das peças, você também pode avaliar a possibilidade de alugar uma prestadora de serviços do setor. Também é importante visar no seu lucro que, muitas vezes pode te dar um caixa reserva para iniciar um novo negócio. 

Existirão sucatas e outros itens não aproveitáveis, que poderão ser doados a alguma sucataria ou estabelecimento com o intuito de retirar as peças para revenda. 

Último passo: o que fazer com o espaço restante?

O que fazer com  sua fábrica, agora que já ficou totalmente desativada, com seus funcionários em busca de oportunidades e, burocraticamente, fora do mercado? Defina o que será feito com o local ou as suas edificações, seja a demolição e posteriormente venda da propriedade, ou se você vai ceder o local para outra forma de ocupação.

fábrica
Chegou a hora do adeus: entenda o que você faria com o espaço vazio da fábrica, se será cedido, demolido, vendido, entre outros formatos de aproveitamento do local.

Normalmente, as empresas devem compreender os impactos sócios e ambientais que a desativação possa trazer. Algumas operações exigirão uma recondicionamento de certos locais que poderão exigir tempo e muita preparação, mas, claro, isso dependerá muito do segmento daquele negócio. 

As demolições são uma operação a parte a ser pensada: quanto da retirada dos ativos e sobras que poderiam ser recuperadas com uma venda ao mercado. Também existe aqui um mercado especializado a realizar demolições com todos os aspectos de segurança necessários.

O que é importante aqui é considerar nunca deixar uma fábrica desativada, pois ela pode resultar em transtornos para a comunidade, que você acompanhará a seguir.

Fábricas desativadas também carregam alguns riscos para a população 

É comum ver no jornal algumas notícias envolvendo as fábricas desativadas. Estas que, principalmente, envolvem incêndios comprovam que esse tipo de “terreno baldio” torna-se um ambiente propício para acidente e outras formas de “catástrofes” que podem afetar os arredores físicos ou pessoas.  

incendio em fábrica desativada
Existem muitos relatos e notícias de incêndios e explosões que acontecem em fábricas desativadas. Congestionamento torna-se comum devido à falta de manutenções da estrutura.

Existem vários aspectos que tornam o mantimento de fábricas desativadas um perigo para a população, como a contaminação de solo e o risco de explosões. Uma fábrica de baterias, por exemplo, por se tratar de itens extremamente carregados de elementos tóxicos e químicos, caso entrem em contato com o solo durante muito tempo, podem contaminá-lo e impossibilitar o reuso daquele local. 

O risco de explosão também é uma possibilidade real e comum. Basta procurar pelo Google o volume de notícias e títulos envolvendo “desativação de fábrica” e “incêndios”. Esses incidentes tornam-se mais comuns, pois a estrutura das fábricas são perdidas já que não há mais manutenção. Assim, ficam suscetíveis à sua deterioração.

Desativação de fábricas: novos recomeços

fábrica desativada na vila leopoldina
Uma fábrica desativada na Vila Leopoldina ganhou um novo papel em São Paulo. O lugar que perdeu a sua antiga funcionalidade passou a abrigar um novo propósito como locação para eventos. De lá pra cá, o espaço já abrigou eventos, shows, desfiles, mostras, oficinas e continuou a girar por outras vias.

Você já ouviu falar no ditado “quando uma porta se fecha, outra se abre?”. Esse pode ser o mesmo caso da desativação de fábricas. Uma vez que uma indústria se feche, abre uma oportunidade para dar àquele espaço outro propósito. 

Um dos casos mais notórios dos últimos anos, foi da ARCA, um espaço de exposições, filmagens, eventos, lançamentos e feiras localizado num galpão de 9 000 metros quadrados de uma fábrica desativada na Vila Leopoldina, em São Paulo.

Segundo entrevista à revista Exame, Maurício Soares, sócio da ARCA comentou sobre a inspiração e escolha da fábrica desativada para dar vida aos projetos do espaço. “Foi impossível não traçar o paralelo com o Gashouder, um antigo complexo industrial abandonado que virou o principal espaço de eventos do Westergas, em Amsterdã, na Holanda, e ajudou a dar início a um processo profundo de transformação do tecido urbano”, conta.

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Gashouder, antigo complexo industrial abandonado que virou o principal espaço de eventos do Westergas, em Amsterdã, foi a verdadeira inspiração por trás da ARCA. Assim, dando uma nova vida ao espaço anteriormente abandonado.

Soluções para o seu projeto de desativação

Se você está desativando sua indústria, sabe da dificuldade de vender as máquinas e equipamentos. Por isso, é importante buscar uma empresa que estruture um projeto de venda customizado, com estudo de viabilidade, operação e riscos envolvidos.

A MaisAtivo é uma empresa prestadora de serviços do Grupo Superbid. É especializada em projetos de intermediação e avaliação de bens de capital e consumo duráveis para os setores público e privado, com expertise em desativação de fábricas e linhas de produção, renovação de parque industrial, excesso de estoque, entre outras.

Por meio de soluções de serviços agregados, a MaisAtivo viabiliza projetos que geram receita, reduzem custos e impacto ambiental, bem como serviços de análise e precificação. A empresa é detentora do maior banco de dados de valores de ativos, com a maior presença territorial e experiência do país.

Se você, por outro lado, está ativando uma fábrica ou precisa de máquinas e equipamentos, O Superbid Marketplace possui uma extensa categoria de máquinas e equipamentos industriais que podem render economia considerável, com preços competitivos em leilões online.

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