Entenda o que é o metaverso e descubra as principais expectativas para essa nova tecnologia
Conforme os anos passam, a tendência é que a tecnologia dê saltos cada vez maiores, e isso vem acontecendo com cada vez mais frequência, especialmente no que diz respeito a novos conceitos de realidades virtuais. O metaverso, por exemplo, é uma revolução que tem ganhado cada vez mais espaço, ainda mais depois de ser um assunto abordado pelo criador do Facebook.
Depois da mudança do nome do Facebook para Meta, o metaverso tem se tornado recorde de pesquisas no Google e outros buscadores, e se tornou a grande aposta do futuro na área da tecnologia.
A estimativa é que até 2024 o mercado do metaverso chegue a mais de 4 trilhões de reais, enquanto pesquisas mostram que até 2026 pelo menos 2 bilhões de pessoas passarão pelo menos 1hora por dia dentro do metaverso para fins de educação, trabalho, consumo e entretenimento.
Para que você entenda melhor sobre o assunto e saiba quais são as expectativas para o futuro, separamos um post completo explicando mais sobre o metaverso. Confira a seguir!
O que é metaverso?
O metaverso nada mais é do que uma espécie de realidade paralela em que uma pessoa pode ter uma experiência de imersão. Ou seja, embora não seja real, o metaverso procura proporcionar uma sensação de realidade, como por exemplo possibilitar que você vá ao supermercado sem sair de casa.
Essa experiência é feita por meio de aparelhos como óculos, que fazem com que você se sinta realmente dentro de um universo paralelo.
A ideia surgiu a partir dos videogames, já que os jogos tendem a fazer com que as pessoas fiquem imersas em outro mundo, na chamada realidade virtual.
O metaverso seria algo parecido com esses jogos, porém, com mais realismo para o usuário e para suprir a demanda do público, uma vez que o metaverso já existe em jogos e nunca teve sucesso quando foi trazido para a realidade pela falta de demanda do público em necessidades virtuais.
Porém, essa realidade está prestes a mudar com grandes empresas investindo alto em jogos de realidade virtual e no metaverso, e com os avanços da tecnologia e gráficos cada vez mais realistas, o objetivo é que as pessoas se sintam mais atraídas por essa ideia de criar avatares, interagir com os amigos, fazer compra e até mesmo ir à escola e ao trabalho.
O metaverso no Brasil
Hoje no Brasil existem algumas empresas de tecnologia voltadas à realidade virtual e expansão do metaverso, como a Nexus VR, fundada em 2013, que até mesmo trabalhou com um conceito de metaverso em meados de 2014.
Nessa época a ideia não vingou por falta de incentivo financeiro dos fundos norte-americanos, com a crença de que o mercado não estava pronto, além dos equipamentos serem recentes e com valor muito elevado.
No entanto, depois da mudança de nome do Facebook, a empresa acredita que atualmente já exista espaço para o metaverso especialmente na área da educação e e-commerce.
Hoje, a empresa trabalha com realidade virtual e realidade aumentada – a chamada mixed reality -, e embora seja uma das poucas empresas que estão inseridas nesse mercado atualmente, e sua estimativa é de que, quando o metaverso virar uma realidade, o Brasil demore, no máximo, 2 anos para implementar essa nova tecnologia por aqui.
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Outra empresa que está engajada no assunto é a VRGlass, fundada em 2011 e que já atuou em centenas de projetos com óculos de realidade virtual e projetos de ambientes imersivos em tablets, computadores e celulares.
Quais são as estimativas para o futuro do metaverso?
Inicialmente, estima-se que o metaverso seja usado por empresas para treinamentos, reuniões, eventos e especialmente o trabalho remoto. Conforme a tecnologia se expandir e se tornar mais acessível financeiramente, deverá atrair mais atenção do público comum para fins de consumo e entretenimento.
Quais os maiores desafios para a expansão dessa tecnologia no Brasil?
Uma das principais dificuldades que nosso país encontra para implementar e expandir o metaverso é o custo mais alto tanto dos dispositivos de realidade virtual quanto dos equipamentos necessários para desenvolvê-los.
É natural, porém, que em algum momento a tecnologia fique mais acessível, como aconteceu com os smartphones há alguns anos, mas enquanto isso não acontecer, o metaverso será a realidade de poucas pessoas.
Outro problema está ligado diretamente com o avanço tecnológico do Brasil, que não possui suporte para gráficos mais realistas como nos Estados Unidos.
Uma solução para isso seria o 5G, que além de ter um processamento melhor, ocorre fora de computadores em um servidor remoto, facilitando o processo e tornando os gráficos mais realistas.
O impacto da pandemia
Depois da pandemia do COVID-19, que teve início em 2020, o mundo passou a enfrentar diversos desafios e se desenvolveu para conseguir atender a necessidade e demanda das pessoas de modo virtual. Com isso, o público teve que lidar com a falta de aglomeração e festas, e com os desafios de fazer reuniões online, compras pela internet e interagir com os amigos pela rede.
Com esse cenário, as pessoas passaram a olhar para o metaverso com outros olhos, levando em conta que a demanda por digitalização aumentou drasticamente durante o isolamento social. Com isso, as empresas começaram a lançar eventos de forma remota buscando manter um certo grau de realismo, aumentando a procura por inovação na tecnologia.
As empresas que já atuam nesse mercado como a Nexus VR e VRGlass puderam notar como o interesse do público e especialmente das empresas em criar espaços virtuais para encontros ficou ainda maior, o que já configura uma espécie de metaverso.
Porém, depois de passar tantos anos em isolamento, hoje em dia as pessoas estão em grande busca de contato físico com amigos e colegas de trabalho, além de maior demanda em reuniões presenciais e compras físicas para se livrar do ambiente virtual. Isso fez com que o período posterior à pandemia se tornasse um desafio para expandir o metaverso em um primeiro momento.
No entanto, a estimativa é que o metaverso leve, em média, mais 2 anos para se popularizar e ter seus aparelhos e softwares totalmente desenvolvidos, o que pode acabar atingindo um público que tenha perdido a ânsia pelo presencial e queira voltar a ter parte da vida no virtual.
Nos dias atuais, porém, o cenário é incerto e as expectativas é que as empresas levem em conta a necessidade de interação entre as pessoas depois de 2 anos sem grandes encontros presenciais, o que faria com que o mercado perdesse sua força se fosse lançado agora.
Depois de ver o que é metaverso e entender mais sobre esse conceito, ficou mais fácil compreender quais as expectativas dessa nova tecnologia e por que ela é tão aguardada.
Afinal, embora a pandemia do COVID-19 ainda não tenha terminado totalmente, muitas pessoas mesmo depois do isolamento preferem ter parte da sua vida no virtual, especialmente em um mundo com a agenda sempre lotada onde fazer compras e comparecer a reuniões presenciais tem se tornado algo cada vez mais difícil.
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